
Com a aproximação das eleições de 2026, o Vale do Açu volta a ocupar posição de destaque no cenário político do Rio Grande do Norte. A região, formada por municípios com forte identidade histórica, econômica e cultural, reúne hoje um expressivo colégio eleitoral, capaz de influenciar diretamente os rumos das disputas para a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal.
Somados, os municípios de Assú, Macau, Ipanguaçu, Itajá, Carnaubais, Alto do Rodrigues, Pendências e Porto do Mangue ultrapassam a marca de 120 mil eleitores, número que coloca o Vale do Açu entre as regiões mais relevantes do interior potiguar em termos de poder de voto.
A distribuição aproximada do eleitorado na região evidencia a força concentrada principalmente nos municípios-polo:
Assú – cerca de 45 mil eleitores
Jucurutu – aproximadamente 14 mil eleitores
Ipanguaçu – cerca de 12,5 mil eleitores
Alto do Rodrigues – em torno de 11,3 mil eleitores
Pendências – aproximadamente 10,7 mil eleitores
Carnaubais – cerca de 9 mil eleitores
Itajá – aproximadamente 6 mil eleitores
Porto do Mangue – cerca de 5 mil eleitores
Esse volume eleitoral é suficiente, do ponto de vista técnico e político, para eleger dois deputados estaduais com votação majoritariamente regional e contribuir de forma decisiva para a eleição de um deputado federal, dependendo da articulação partidária e da concentração dos votos.
Historicamente, o Vale do Açu já demonstrou capacidade de eleger representantes quando houve unidade de lideranças, definição clara de projetos e alinhamento regional. Em outros momentos, no entanto, a fragmentação de candidaturas e a pulverização dos votos acabaram reduzindo o peso político da região nos parlamentos.
Especialistas em análise eleitoral destacam que, em eleições proporcionais, como as de deputado estadual e federal, a força regional organizada costuma ser decisiva, especialmente no interior do estado. Nesse contexto, o Vale do Açu reúne todos os elementos para ampliar sua representatividade, desde que consiga transformar números em estratégia política.
Além do quantitativo eleitoral, o Vale do Açu carrega uma pauta estratégica que envolve setores como:
agricultura e fruticultura irrigada;
produção salineira;
energias renováveis;
infraestrutura hídrica;
saúde regionalizada;
mobilidade e logística.
A presença de representantes com base no Vale é vista como fundamental para defender esses interesses em nível estadual e federal.
Com o calendário eleitoral se aproximando e as articulações ganhando forma, a região entra no radar dos partidos e pré-candidatos. O desafio para 2026 será conciliar projetos políticos com a expectativa da população por representatividade efetiva, capaz de traduzir o peso eleitoral do Vale do Açu em voz ativa nos centros de decisão.
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